A luz branca ou azulada dos faróis de xenônio deixará de ser vista com tanta frequência a partir de 1º de janeiro de 2009. Essa é a data que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) estipulou como ponto de partida para uma fiscalização mais rigorosa no uso do equipamento com base na Resolução 294, em vigor desde outubro deste ano. A norma que regula o sistema de iluminação nos veículos prevê que somente os automóveis equipados com limpadores de faróis e regulagem de altura do facho luminoso podem circular com o famoso xenônio. Quem desrespeitar a determinação estará cometendo uma infração grave, sujeito à multa de R$ 127 e a retenção do veículo para regularização.
Atualmente, apenas alguns modelos importados - como da BMW, Audi, Mercedes e Volvo - estariam dentro da lei, pois trazem de fábrica o ajuste de altura e os lavadores. Segundo Alfredo Peres da Silva, presidente do Contran, o mecanismo de regulagem é necessário quando há desníveis na pista ou sobrecarga no porta-malas. "O dispositivo impede que o facho do farol suba e ofusque outros motoristas", explica. Já os limpadores, continua ele, são obrigatórios para que uma sujeira não mude a direção do facho.
Tais tecnologias não acompanham os kits de xenônio (duas lâmpadas e dois reatores) vendidos em larga escala nas lojas de acessórios. E é aí que reside a polêmica. O órgão alega que as lâmpadas adaptadas não se adequam ao projeto dos refletores dos carros convencionais e causam ofuscamento em outros motoristas.
Para se ter uma idéia da intensidade da luz de xenônio, seu brilho equivale ao do sol durante a maior parte do dia. Algo entre 5.500 K e 6.000 K - o "K" refere-se a escala Kelvin, medida de temperatura também empregada nesse tipo de lâmpada.
Para atenuar que toda essa claridade incida diretamente nos olhos dos demais condutores, os veículos com xenônio de fábrica possuem um sensor que diminui a intensidade da luz e até direciona o seu foco para o chão ao captar a luz do carro em sentido contrário. "Os kits vendidos no mercado não trazem esse diferencial. Oferecem apenas a simples troca da lâmpada", explica Carlo Augusto Giuseppe Filippin, professor de Engenharia Mecânica da UFPR.
O xenônio paralelo melhora o campo de visão de quem dirige, pois ilumina até três vezes mais (que uma lâmpada halógena), mas atrapalha quem vem em sentido contrário, podendo causar uma cegueira momentânea.
Azulada
No mercado é comum encontrar o kit com luz azulada que simula o xenônio. Tal coloração é proibida pela legislação de trânsito. Apenas a cor branca ou amarela é permitida. A azul significa que a temperatura da lâmpada está acima dos 6.000 K, o que é bem superior à luz alta comum. À medida que esse valor vai subindo, o azul vai ficando mais forte até chegar no roxo, quando a lâmpada já está nos 12.000 Kelvins.
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sábado, 13 de dezembro de 2008
Contran fecha o cerco ao Kit Xenônio
A luz branca ou azulada dos faróis de xenônio deixará de ser vista com tanta frequência a partir de 1º de janeiro de 2009. Essa é a data que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) estipulou como ponto de partida para uma fiscalização mais rigorosa no uso do equipamento com base na Resolução 294, em vigor desde outubro deste ano. A norma que regula o sistema de iluminação nos veículos prevê que somente os automóveis equipados com limpadores de faróis e regulagem de altura do facho luminoso podem circular com o famoso xenônio. Quem desrespeitar a determinação estará cometendo uma infração grave, sujeito à multa de R$ 127 e a retenção do veículo para regularização.
Atualmente, apenas alguns modelos importados - como da BMW, Audi, Mercedes e Volvo - estariam dentro da lei, pois trazem de fábrica o ajuste de altura e os lavadores. Segundo Alfredo Peres da Silva, presidente do Contran, o mecanismo de regulagem é necessário quando há desníveis na pista ou sobrecarga no porta-malas. "O dispositivo impede que o facho do farol suba e ofusque outros motoristas", explica. Já os limpadores, continua ele, são obrigatórios para que uma sujeira não mude a direção do facho.
Tais tecnologias não acompanham os kits de xenônio (duas lâmpadas e dois reatores) vendidos em larga escala nas lojas de acessórios. E é aí que reside a polêmica. O órgão alega que as lâmpadas adaptadas não se adequam ao projeto dos refletores dos carros convencionais e causam ofuscamento em outros motoristas.
Para se ter uma idéia da intensidade da luz de xenônio, seu brilho equivale ao do sol durante a maior parte do dia. Algo entre 5.500 K e 6.000 K - o "K" refere-se a escala Kelvin, medida de temperatura também empregada nesse tipo de lâmpada.
Para atenuar que toda essa claridade incida diretamente nos olhos dos demais condutores, os veículos com xenônio de fábrica possuem um sensor que diminui a intensidade da luz e até direciona o seu foco para o chão ao captar a luz do carro em sentido contrário. "Os kits vendidos no mercado não trazem esse diferencial. Oferecem apenas a simples troca da lâmpada", explica Carlo Augusto Giuseppe Filippin, professor de Engenharia Mecânica da UFPR.
O xenônio paralelo melhora o campo de visão de quem dirige, pois ilumina até três vezes mais (que uma lâmpada halógena), mas atrapalha quem vem em sentido contrário, podendo causar uma cegueira momentânea.
Azulada
No mercado é comum encontrar o kit com luz azulada que simula o xenônio. Tal coloração é proibida pela legislação de trânsito. Apenas a cor branca ou amarela é permitida. A azul significa que a temperatura da lâmpada está acima dos 6.000 K, o que é bem superior à luz alta comum. À medida que esse valor vai subindo, o azul vai ficando mais forte até chegar no roxo, quando a lâmpada já está nos 12.000 Kelvins.
Enfeite suas imagens com o Blingee
Para quem gosta de enfeitar e adicionar figurinhas às fotografias, o site Blingee é um prato cheio. Na página, é possível colocar brilhos, luzes, chifres e um monte de outros acessórios para deixar as imagens mais divertidas.
O serviço é em português e não exige cadastro, que pode só ser feito opcionalmente. Além de alterar imagens próprias, na página também é possível brincar com fotos que estão na rede.
Veja como fazer:
1 - Acesse o endereço http://www.blingee.com/. Clique sobre o botão "Faça um Blingee agora".
2 - Para escolher a foto, clique em "Procurar". Em seguida, clique novamente em "Faça um Blingee agora".
3 - O site vai processar a imagem. Para continuar, escolha "Sua imagem está pronta..."
4 - Para adicionar as figuras à foto, clique sobre elas uma vez. Vá até a imagem e clique novamente.
5 - Com a barra de ferramentas lateral é possível mover, girar, aumentar e diminuir as imagens.
6 - Após enfeitar a foto, é hora de salvar a imagem. Clique no botão "Save".
7 - Por último, é possível colocar título e descrição da foto. Clique no botão "Salvar" na parte de baixo da página.
8 - Para salvar, clique em "Descarregar Blingee".
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Vídeo Popular Brasileiro
sábado, 6 de dezembro de 2008
Atraso no desenvolvimento da fala denuncia problemas
A demora na aquisição da linguagem pode ter diferentes causas. Problemas auditivos, autismo e até mesmo excesso de mimo podem fazer com que a criança demore mais a falar. Em todos os casos, uma avaliação feita por um especialista poderá indicar a melhor conduta de tratamento.
De acordo com a neuropediatra Maria Júlia Bugallo, do Hospital Pequeno Príncipe, os bebês têm no choro a primeira forma de comunicação. "É chorando que eles tentam informar que estão com fome ou que estão com dor. Com alguns meses eles já aprendem a balbuciar e aos 10 meses de vida começam a falar as primeiras sílabas", explica. Ansiosos, muitos pais têm dúvidas sobre o desenvolvimento dos filhos e se questionam se os pimpolhos estão aprendendo a falar na hora certa.
Embora existam padrões de desenvolvimento, os especialistas esclarecem que características pessoais somadas a estímulos externos podem determinar a evolução da capacidade de se comunicar. Por isso, nada de falar errado ao se dirigir aos pequenos. "É muito importante que desde o início a mãe converse com o bebê, conte a ele o que está fazendo e diga o que acha que o bebê quer dizer. Ao ouvir o adulto, além de se sentir amada, a criança armazena toda a variedade de sons da língua, aprende vocabulário e é estimulada a utilizar seus órgãos da fala", explica a fonoaudióloga Beatrice DoffSotta.
Os atrasos na fala podem ter origem funcional ou orgânica. No primeiro caso não há nenhum problema físico, e a demora se deve apenas à imaturidade da criança. Quando o problema é orgânico, a causa está em alguma alteração fisiológica ou psicológica. É o caso do autismo, da dislexia ou de deficiência auditiva.
Até os 4 anos de idade ainda é aceitável que a criança cometa pequenos equívocos e faça algumas trocas fonéticas. "Até uma pequena gagueira ainda é comum nessa idade, porque a criança ainda pensa com maior velocidade do que é capaz de falar", explica Maria Julia. No entanto, se a situação persistir além dessa idade, é recomendável que se faça uma avaliação.
De acordo com o neuropediatra e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) Alfredo Lohr Jr, os pais devem ficar atentos se a criança responde ao ser chamada. "Com 5 meses a criança já é capaz de virar a cabeça quando a chamam. Com 10 meses ela já reconhece o som do próprio nome. Se quando chamada ela não apresenta nenhuma resposta, pode ser que haja alguma perda auditiva e isso com certeza terá impacto no desenvolvimento da fala", alerta. Bebês pre-maturos e de baixo peso são mais sujeitos a apresentar problemas auditivos.
Segundo o médico, é importante avaliar a evolução da criança de forma geral. "É preciso verificar se o atraso corresponde somente à linguagem ou também a outras áreas, como a motricidade ou os relacionamentos pessoais. Os pais têm de ver como essa criança interage com o meio e com as outras pessoas. Isso tudo auxilia para um diagnóstico preciso", diz.
ACOMPANHAMENTO
Como estimular o desenvolvimento da fala
Sinais de que há atraso
EVOLUÇÃO
Luz de alerta para o pisca-pisca

Retratos da História on-line