Boas Vindas!

Em 23/05/08 dei início ao desenvolvimento deste BLOG, com um objetivo bem definido e que será a base de sustentação do mesmo, ou seja, disponibilizar a você prezado visitante, material que possa lhe trazer alguma UTILIDADE em qualquer segmento. Serei bastante seletivo na escolha do conteúdo, o que proporcionará uma centralização de dados, informações, dicas, artigos, noticias, alterações na legislação, mensagens, etc.. que possam ser ÚTIL no seu dia a dia.

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"MESMO QUANDO TUDO PARECE DESABAR, CABE A MIM DECIDIR ENTRE RIR OU CHORAR, IR OU FICAR, DESISTIR OU LUTAR; PORQUE DESCOBRI, NO CAMINHO INCERTO DA VIDA, QUE O MAIS IMPORTANTE É O DECIDIR" - Cora Coralina"

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sábado, 19 de setembro de 2009

Atenção ao óleo na hora de fazer fritura

Que atire a primeira pedra quem não comete, pelo menos de vez em quando, o "pecado" da fritura. Não é nenhuma novidade que elas não fazem bem à saúde, mas não é fácil resistir a uma crocante batata frita, a um filé empanado douradinho ou a um bolinho recheado. Não é preciso abrir mão para sempre dessas delícias, desde que elas sejam consumidas com moderação e que sejam respeitadas algumas "boas práticas da fritura". Tomando uma série de cuidados, é possível evitar o mau uso do óleo e, consequentemente, amenizar os riscos de problemas para a saúde. "Um óleo degradado e utilizado por muito tempo dará um alimento ruim", afirma a engenheira de alimentos Cibele Osawa, da Unicamp, que defendeu no final de julho uma tese de doutorado sobre as frituras. Segundo a estudiosa, a escolha do produto é importante. "Ao fritar os alimentos, óleos de girassol, milho e algodão são boas opções. Não são recomendados os de soja e canola e as gorduras parcialmente hidrogenadas." O tempo de uso é outra questão essencial. Segendo a engenheira, os óleos podem ser reaproveitados, desde que com algumas condições. "Não há um parâmetro para o reaproveitamento. A dona de casa deve descartá-lo quando ele atingir quesitos sensoriais como como mais escura, aumento da viscosidade, formação de fumaça e de espuma. Isso porque ela não tem acesso a métodos objetivos para saber se pode utilizá-lo mais vezes ou se deve descartá-lo." A degradação do óleo é causada basicamente por três elementos: a temperatura, a presença de água no alimento e o contato com o oxigênio do ar. Truques como não adicionar sal durante a fritura e enxugar os ingredientes com papel absorvente antes de fritá-los ajudam a preservá-lo. Karina Calheiros, professora de gastronomia do Senac, dá uma dica para a feitura da batata frita, a rainha das frituras domésticas. "Corte-as em formato de palito e, antes de fritá-las, jogue-as em água fervente entre dois e cinco minutos. Depois, resfrie-as em água gelada e as enxague com papel toalha. A batata fica mais crocante e menos molenga e oleosa." Outra boa dica é cortar os alimentos em pedaços menores para evitar porções encharcadas. A chef Lorena Selvaggio, apresentadora do portal da web Vamos Cozinhar, lembra que quem quiser apostar nesse tipo de alimento deverá investir nos recheios saudáveis. E, claro, só de vez em quando. Moderação Regina Stikan, chefe do departamento de nutrição do Hospital São Camilo, diz que as frituras precisam ser bem administradas. "Se a pessoa tem alimentação saudável, peso adequado, colesterol dentro dos padrões e não é diabética, pode comer de uma a duas vezes por semana", avalia. Mas não vale desequilibrar a dieta. "Reforce nas saladas e nas frutas", completa a especialista. Não exagerar nas porções também é importante, complementa a nutricionista Iara Baroni, do Sesi em São Paulo. "Excesso de gordura provoca aumento de peso, de colesterol e aparecimento de doenças cardiovasculares." O óleo degradado também pode ocasionar diarreias e infecções intestinais. Nutricionista especializado em esportes, Ricardo Alves ressalta a questão das calorias. "Um grama de gordura tem nove calorias. A mesma porção de carboidrato tem quatro." Por isso, a dica é privilegiar os grelhados e os assados na maior parte da semana e, ao escolher ingredientes para fritar, opte por legumes ou aveia em grão em vez de farinha. MANUAL DA FRITURA Dez dicas para fritar melhor 1- O óleo só pode ser reutilizado se não estiver escuro e não produzir uma fumaça fina (diferente do vapor gerado pelo alimento), espuma ou odores desagradáveis durante a fritura. De qualquer forma, o ideal é não usá-lo mais de uma vez. 2- A temperatura do óleo não deve ultrapassar 180°C. Se o produto estiver soltando vapor sem alimentos na frigideira, passou do ponto. 3- Para saber se a temperatura do óleo está entre 175°C e 180°C, você pode colocar um dente de alho ou um pedaço de pão na frigideira. O primeiro ficará dourado, e o segundo irá para o fundo da panela e subirá rapidamente à superfície quando o óleo chegar no ponto. 4- Ao fritar os alimentos prefira os óleos vegetais, como os de girassol, milho e algodão. 5- Retire, durante a fritura, os resíduos de alimentos, sobretudo os dos empanados, com uma escumadeira de aço inoxidável. 6- Se for guardar o óleo para reutilização, espere que ele resfrie um pouco e filtre-o. 7- Corte alimentos como carnes e batatas em pedaços pequenos para diminuir a absorção de gordura. 8- As frigideiras e as panelas devem ter os cantos arredondados para evitar o acúmulo de resíduos. Elas precisam ser trocadas quando estiverem amassadas ou descascadas. 9- Enquanto não estiver usando o óleo, tampe a frigideira para impedir contato com o oxigênio, que reage com o produto e acelera sua degradação. 10-Não frite alimentos excessivamente úmidos. A água é um dos fatores que potencializam a degradação do óleo. Seque-os com um papel absorvente antes. Evite . Completar o óleo em uso com um novo. . Óleos de soja e de canola. Eles não são apropriados para frituras devido à sua composição. . Manter o óleo aquecido na ausência de alimentos, pois sua qualidade será prejudicada. . Fritar vários tipos de alimento no mesmo óleo. Alguns, como cebola e peixe, podem contaminar o produto com odores e transmiti-los a outros alimentos. . Panelas de frigideiras de cobre e de ferro, que podem facilitar a oxidação da gordura. Armazenamento . Se for usar o óleo mais de uma vez, o ideal é guardá-lo na geladeira, em um recipiente com tampa, após um resfriamento rápido e uma filtragem. A baixa temperatura diminui a velocidade das reações de degradação. . Não jogue o óleo na pia e na rede pública de esgoto, pois ele é um poluente em potencial para os cursos d'água, além de causar entupimento. . Guarde o óleo usado em uma garrafa PET e deixe que a coleta de lixo orgânico o leve embora. Outra opção é entregá-lo em postos de recolhimento especializados.
fonte: Jornal "São Paulo Agora", Encarte Revista da Hora, 13/09/09

Açaí faz bem para a saúde do coração

Mais conhecido por seu alto valor energético, o açaí é uma fruta importante no combate a inflamações e ao envelhecimento precoce das células (o que pode causar males como câncer e doenças cardíacas). A fruta também é fonte de vitaminas B1, C e E, ferro, potássio, cálcio e proteínas. A força do açaí é resultado da sua alta concentração de flavonoides, compostos produzidos pelos vegetais que, no corpo humano, desempenham atividades antioxidante. "O açaí é riquíssimo em antocianina, substância responsável por sua pigmentação roxa e que, no nosso organismo, atua principalmente na proteção dos vasos sanguíneos, mas também na prevenção do câncer e no combate a infecções", afirma a nutricionista Daniela Jobst, do Instituto de Medicina Funcional dos Estados Unidos. A nutróloga Jane Corona concorda. "É mais comum as pessoas se lembrarem da cereja, do morango, da uva e de outras frutas com coloração que vai do vermelho ao azulado - esses alimentos também trazem o pigmento em sua composição. Mas, no açaí, a quantidade é muito maior. A antocianina ainda é benéfica para proteger a retina", completa a médica. Incluir o açaí na dieta semanal ajuda a prevenir contra o entupimento dos vasos sanguineos, a baixar a pressão arterial e a controlar as taxas de colesterol, afirmam as especialistas. Segundo Daniela, as propriedades funcionais da fruta são mantidas até mesmo após o processo de congelamento ou de cozimento. "A antocianina não é sensível à temperatura. Por isso, os benefícios permanecem em geleias, sorvetes e outras receitas à base de açaí", explica. Um estudo desenvolvido por pesquisadores da faculdade de agronomia da USP comprovou a capacidade antioxidante das polpas congeladas do alimento. Quanto mais concentradas, melhores elas são. No entanto, por ser um alimento altamente calórico, é preciso controlar a dose. "O problema é a forma como nós estamos acostumados a consumir o açaí aqui no Sudeste, com xarope de guaraná. O ideal é fazer um suco da própria fruta", ensina Daniela. Para quem busca a ação benéfica, tomar um copo de suco de açaí uma vez por semana já é suficiente. SAIBA MAIS > Quais são os principais benefícios do consumo do açaí? A fruta previne o envelhecimento celular precoce, que pode desencadear inflamações, câncer, hipertensão e doenças sistema cardiovascular. > Por que o açaí faz bem para a saúde? Além de conter vitaminas B1, C e E, ferro, cálcio e potássio, o alimento é rico em um tipo específico de flavanoide chamado antocianina. Essa substância tem ação antioxidante, ou seja, combate os radicais livres responsáveis pela degradação celular. > Qual é o valor calórico do açaí com o xarope de guaraná? Há cerca de 110 calorias para cada cem gramas. > Com que frequência devemos consumir açaí para desfrutar de seus benefícios para a saúde? Um vez por semana.
fonte: Jornal "São Paulo Agora", Encarte Revista da Hora, 13/09/09

Rádios on-line: opção de diversão na internet

Para quem não se acostumou a baixar música pela internet ou não quer ocupar a memória do computador com esse tipo de arquivo, as rádios on-line são uma opção. Elas permitem que os usuários ouçam as músicas pelo computador sem ter de salvar nenhum arquivo na máquina. É denominada "streaming" a tecnologia em que a informação transmitida é reproduzida em tempo real e acessada de qualquer computador. O processo de armazenamento dos arquivos do Google Documents, por exemplo, funciona de forma semelhante. Os dados são salvos e gerenciados em servidores externos. É preciso ter apenas uma conexão com a internet para acessá-los. Por não haver uma máquina física que concentre essas informações, diz-se que os dados "estão na nuvem". Além de economizar espaço na memória do PC, quem escuta rádio na web respeita os direitos autorais dos artistas sem precisar colocar a mão no bolso. A maioria dos sites disponibiliza as músicas gratuitamente e possui ferramentas que indicam novos artistas e canções com base no gosto do internauta. Como em todo serviço que começa a ganhar popularidade, ainda há muito a aperfeiçoar no "streaming". Um de seus principais problemas é a falta de mobilidade, pois as conexões móveis de alta velocidade, como o 3G, não muito estáveis. Por essa razão, não é possível escutar rádio on-line pelo celular sem ter a música cortada de vez em quando. LAST FM http://www.lastfm.com.br Rede social baseada nas afinidades musicais, indica novos artistas a partir dos que a pessoa costuma ouvir. Fez tanto sucesso que agora é paga. Para ouvir, é preciso desembolsar US$ 3 por mês. RÁDIO UOL http://radio.musica.uol.com.br/ São 363 canais de diferentes tipos de música, divididos por tema, estilo ou artista. É bastante simples e uma boa opção para quem quer ouvir música enquanto usa o PC em outra atividade. TERRA SONORA http://sonora.terra.com.br/ Para ter direito a 20 horas de som gratuitas por mês, é preciso se cadastrar no site e instalar o Silverlight, complemento de navegador da Microsoft. HYPE MACHINE http://www.hypem.com Rádio on-line que busca as músicas em blogs de MP3. Assim, é possível saber quais são os artistas e as músicas mais populares da "blogosfera". MIXTAPE http:///www.mixtape.me Além de fazer a busca por artista ou por musica, dá para ouvir as listas de reprodução de outros usuários. Quem se registra pode criar a própria "playlist".
fonte: Jornal "São Paulo Agora", Encarte Revista da Hora, 13/09/09

Insônia Maldita

Quem já passou ao menos uma noite em claro, apesar das tentativas de pegar no sono, conhece bem a agonia que isso provoca. Mas, segundo especialistas, é possível reencontrar a paz perdida.
Qualquer pessoa que tenha noites maldormidas por períodos prolongados pode experimentar irritabilidade, fadiga, queda de concentração, aumento de peso e doenças cardíacas, além de correr o risco de desenvolver quadros depressivos. E quem não passa por fases insones vivendo em metrópoles com um ritmo alucinante de trabalho e opções intermináveis de entretenimento? Um estudo epidemiológico dos distúrbios do sono, que está sendo concluído pelo Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mostra que 13,2% dos paulistanos sofrem da sindrome da insônia. Pelos critérios internacionais, a insônia vira sindrome quando o sujeito apresenta queixas de dormir puco e mal; a duração das crises é de mais de um mês; e há consequências diretas no dia a dia do paciente. Os que apenas se queixam de insônia chegam a 37,6% dos moradores da cidade. Os dados revelam ainda que as mulheres são mais atingidas pela sindrome. A insônia costuma ser mais sintoma do que doença - embora em 35% dos casos seja considerada primária, provocada por uma resposta anormal do cérebro ao stress, deixando as áreas relacionadas à vigilia mais ativadas. Quando é secundária, além de ser uma decorrência comum de outros distúrbios do sono, como a apnéia, a insônia é frequentemente associada à depressão. "Quem vem se tratar está muito aflito e geralmente condicionado a vários medicamentos", relata Anna Karla Smith, médica do sono. Para ela, o fator determinante do tratamento da insônia crônica é a psicoterapia, para se tentar diminuir a necessidade de remédios e, em último estágio, para que o paciente reaprenda a dormir. "Quando crianças, dormimos mais, pois o sono é o momento de processamento das memórias", explica. "Na adolescência e na maturidade, criamos hábitos que nos mantêm longe da cama. E a cobrança do insone, de que ele precisa dormir de qualquer jeito, acaba tendo o efeito contrário". NECESSIDADES Carência de sono varia dependendo da pessoa. Nem todos precisam de 8 horas de sono para se sentir revigorados. Os pequenos dormidores, cerca de 2% das pessoas, carecem apenas de 5 a 6 horas. E os grandes dormidores, outros 2%, de 10 a 11. "O importante é que, ao acordar, você cante com os passarinhos, de tão bem dispotso", brinca Monica Andersen, professora de Medicina e Biologia do Sono da Unifesp. Se a quantidade de sono pode variar, a qualidade tem de ser garantida, porque uma série de processos neurológicos e hormonais acontece quando adormecemos. No primeiro estágio do sono, entre 22 e 2 horas, o hormônio do crescimento é liberado. "Por isso, mesmo com toda a resistência, os adolescentes deveriam dormir mais cedo", diz Monica. É durante o sono também que o corpo regula o cortisol, hormônio do stress. Perto da hora de dormir, ele deve estar o mais baixo possível, porque, naturalmente, seu nível vai se elevar conforme a manhã se aproxima. "Não à toa, quando temos um compromisso importante no dia seguinte ficamos com o sono fragmentado. É o cortisol agindo". A pesquisadora explica que a ciência ainda não detecou o "botão liga-e-desliga" do corpo humano, "senão curaríamos a insônia". Mas alerta que, quando vai chegando a hora de deitar, a temperatura do nosso corpo cai e, reagindo à escuridão, a melatonina, hormônio indutor do sono, é produzida. "Isso numa sociedade que respeita o ciclo claro-escuro, o que a nossa não tem feito. A dica é jantar à luz de velas e assistir à TV na penumbra", sugere a professora. Medidas extremas Mas, afinal, a insônia pode se tornar tão crítica a ponto de levar à morte? Excluindo-se a overdose de medicamentos, que obviamente pode ser fatal, a privação do sono só é comprovadamente letal em animais. Um experimento de pesquisadores americanos com ratos, em 1983, em que as cobaias foram privadas totalmente do sono por 10 dias, mostrou que sim, falta de sono mata. Claro que essa é uma experiência que ninguém está disposto a repetir ou a fazer em humanos - a não ser em situações de tortura. O que se sabe é que pessoas que não dormem direito há vários dias podem apresentar dores musculares, visão embaçada e discurso confuso. O ritmo dos batimentos cardíacos aumenta e a memória raleia. Os níveis de cortisol, hormônio relacionado ao stress, disparam. São esses os efeitos que podem levar a uma automedicação desesperada e ao sono eterno. A alternativa é procurar ajuda profissional e tratamentos. "Com os remédios mais modernos, as terapias auxiliares e algumas mudanças de hábitos é possível dar ao insone uma qualidade de vida", afirma a neurologista Anna Karla.
fonte: Jornal "Gazeta do Povo", Curitiba - 07/09/09

Antes de estudar, descubra a melhor forma de aprender

Você acha que estudar ouvindo música é algo que não dá certo? Pois saiba que tem gente que se concentra mais assim. E o importante é que cada um encontre o seu melhor jeito de aprender. DICAS Veja como organizar melhor seus estudos: > Procure um local calmo e iluminado, antes de começar a estudar. > Estipule um horário diário para estudar. Os estudos precisam ter hora para começar e acabar. > Organize suas tarefas numa agenda, com os prazos para a entrega de cada uma delas. Não deixe tudo para a véspera, é melhor ir fazendo os exercícios aos poucos. > Lembre-se de que estudar também exige treino, assim como nos esportes coletivos, como futebol e basquete. Por isso é necessário fazer exercícios. > Não deixe a aula acabar antes de tirar todas as dúvidas com o professor. Entender o conteúdo que está sendo repassado é o primeiro passo para ser bem sucedido nos estudos. PARA COMEÇAR Confira algumas dicas que podem ajudá-lo a descobrir "o seu jeito" de aprender. - Preste atenção nos seus sentidos: você consegue entender melhor ouvindo, vendo ou escrevendo? - Adote uma estratégia particular. Exemplo: se escrever facilita a memorização, faça resumos do conteúdo aprendido. - É essencial que o aprendiz encontre motivação nos estudos, querer aprender é um importante passo para o sucesso. - Trace metas e faça auto-avaliações constantemente, para saber onde e como melhorar.
fonte: Jornal "Gazeta do Povo", Curitiba - 08/09/09

domingo, 13 de setembro de 2009

Bulas têm novas regras

Portaria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada no Diário Oficial da União de 09/09/09 estabelece regras para tornar mais claras as informações referentes à quantidade, características, composição, qualidade e preço disponibilizadas nas bulas dos medicamentos. As letras terão de ser maiores. Os textos também usarão informações mais claras, linguagem objetiva e conteúdos padronizados. A Anvisa também definiu formas de acesso ao texto dos medicamentos para deficientes visuais. A bula do paciente continuará dentro da caixa do remédio, enquanto a outra será eletrônica, disponível no site de Anvisa. Os pacientes também poderão acessá-la. Os fabricantes terão 180 dias, contados desde o dia 09/09/09, para enviar os novos modelos de bula para a Anvisa e, depois da aprovação, mais 90 dias para disponibilizar os medicamentos com as novas bulas. COMO FICA Principais mudanças nas bulas: > Letras maiores As bulas terão de usar fonte Times New Roman, tamanho mínimo de 10 pontos e entrelinhas de 12 pontos. > Didatismo Os textos devem ser simples e diretos, organizados em forma das seguintes perguntas, com suas respostas: 1) Para que este medicamento é indicado? 2) Como este medicamento funciona? 3) Quando não devo usar este medicamento? 4) O que devo saber antes de usar este medicamento? 5) Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento? 6) Como devo usar este medicamento? 7) O que eu devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento? 8) Quais os males que este medicamento pode me causar? 9) O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento? > Para médicos As informações técnicas conterão indicações de uso do medicamento, com resultados de eficácia, características farmacológicas, contraindicações, advertência e precauções, interações medicamentosas, cuidados no armazenamento, posologia e modo de usar, reações adversas. > Conteúdo Remédios com formas diferentes (comprimidos e gotas, por exemplo) devem apresentar bulas distintas para garantir a segurança. > Deficientes visuais Bulas deverão ser disponibilizadas gratuitamente pela empresa, impressas em braille, em áudio, ou com fonte ampliada, no máximo em 10 dias úteis após o recebimento do pedido. > Atualização Bulário eletrônico será atualizado sempre que existir nova informação. > Data Bula terá a data em que foi impressa e a última atualização.
Fonte: Jornal "Gazeta do Povo", Curitiba - 10/09/09

sábado, 12 de setembro de 2009

Reputação on-line conta pontos

Empresas conferem informações sobre candidatos a empregos na internet. Por isso, é bom tomar cuidado com o que cai na rede. Se você pretende se candidatar a uma vaga de emprego, faça um exercício simples: vá ao site de buscas Google e digite seu nome - de preferência entre aspas. Você talvez se surpreenda com a quantidade de informação a seu respeito que circula na internet. Está tudo lá, a começar pela inscrição e aprovação em processos seletivos, todos os links para seus perfis em redes sociais e os endereços de eventuais blogs e fotologs que você tenha criado. E muito mais: o comentário infeliz que você fez num portal, as fotos comprometedoras de uma festa, as declarações machistas, racistas, sexistas que você eventualmente tenha feito, mesmo que por brincadeira. Se você ainda não fez esse exercício, pode ter certeza de que o seu futuro empregador fará. A prática de "googar" o nome dos candidatos e checar informações sobre eles na internet é cada vez mais comum entre as empresas, conta a consultora de Recrutamento e Seleção da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Carolina Guedes. "É mais uma ferramenta de informação, mais uma forma de saber com que tipo de cultura o candidato se identifica, o meio em que ele está envolvido", avisa Carolina. Um caso clássico são as comunidades do Orkut. Aderir a elas pode até ser divertido, mas talvez seu futuro chefe não queria vê-lo na "Trabalho de ressaca" ou "Meu chefe é um saco". Da mesma forma, é preciso pensar duas vezes antes de espalhar pelo serviço de microblog Twitter o quão preguiçoso, enrolado, bêbado ou mal humorado você costuma ser no escritório. "Isso tudo pode virar contra você. O profissional tem que verificar essas coisas na internet para não deixar vestígios que denigram a sua imagem", recomenda a consultora e sócia da Chess Human Resources, Michele Carvalho Gelinski. IMAGENS Outro ponto sensível são as imagens postadas em blogs, fotologs e álbuns de redes sociais. "Uma profissional pode ser muito séria no trabalho, e no álbum dela vai ter fotos numa postura mais 'sexy'. Isso vai passar uma imagem que muitas vezes não é a ideal", diz Michele. E engana-se quem pensa que basta proteger seu perfil, tornando-o acessível "só para os amigos", para que sua privacidade esteja sã e salva. "O Orkut contém falhas de segurança. Existem vários códigos disponíveis na internet para que pessoas que queiram ver álbuns bloqueados colem na barra de endereço dos seus browsers (navegadores) e vejam as fotos. Outra coisa que funciona é um amigo passar para um desconhecido o link direto de uma fotografia. Até mesmo uma pessoa que não tenha conta no Orkut consegue acessar uma imagem", alerta o analista de sistemas João Cláudio Mussi de Albuquerque. Ele explica ainda que a pessoa pode até tentar "limpar" o seu histórico, mas o esforço terá sido em vão se alguma outra pessoa tiver apenas executado um "screenshot" da tela do computador (basta usar o botão Print Screen do teclado e colar a imagem da tela num editor de imagens ou de texto). USE A WEB EM SEU FAVOR Se por um lado a internet é capaz de destruir reputações, por outro ela pode ser usada para construir uma imagem positiva das pessoas. Na rede, é possível fazer com que as pessoas vejam você exatamente como você quer. O segredo está em saber aproveitar as oportunidades. Carolina Guedes, consultora da Ricardo Xavier Recursos Humanos, e Michele Gelinski, da Chess Human Resources, contam que redes sociais como o Linked In e o Via6 são bastante usadas tanto por profissionais interessados em buscar vagas como por empresas, para encontrar estes profissionais. "O Linked In é uma ferramenta de divulgação muito boa, para fazer o famoso networking. Você tem contato com pessoas da sua área, de empresas concorrentes e de diversos segmentos, e isso denota também que a pessoa está antenada. Já passa uma boa impressão", diz Carolina. A ideia, então, é fazer da rede social uma ferramenta para o candidato divulgar seu currículo, suas habilidades e áreas de interesse. Da mesma maneira, criar um blog com assuntos relacionados à sua área de atuação pode mostrar interesse e conhecimento que podem ser diferenciais bastante positivos em uma seleção. Nesse momento, alerta Carolina, da Ricardo Xavier, é importante prestar atenção não só ao conteúdo, mas também à forma. "As pessoas também precisam ter uma linguagem impecável. Os erros de português acabam com a imagem do candidato, assim como no currículo". PROTEJA-SE Veja algumas dicas para cuidar da sua imagem na rede: > Procure não relacionar seu perfil pessoal à sua imagem profissional. Use apelidos e e-mails diferentes dos usados no ambiente profissional. Torne-se "invisível" para os desconhecidos. > Nunca coloque na web algo que não deva ser levado à público, seja em forma de texto, foto ou vídeo - por mais confiável que um site pareça. > Tente deletar o quanto antes qualquer informação sua que possa prejudicá-lo num processo seletivo. > Monitore os perfis, álguns, blogs e fotologs de amigos. Talvez eles não tomem o mesmo cuidado que você, e acabem publicadno material com o seu nome. > Nunca fale mal dos outros na internet, principalmente de seus colegas, superiores e da sua empresa. > Cuidado com o português. Assim como no currículo, a qualidade daquilo que você escreve pode causar boas ou péssimas impressões. > Aproveite as ferramentas para construir uma imagem positiva a seu respeito. Montar um perfil bem estruturado, criar um blog com informações da sua área de atuação e participar de comunidades e redes sociais especializadas podem ajudar na hora de conseguir uma vaga.
fonte: Jornal "Gazeta do Povo", 22/07/09

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